Afinal de contas, o que é Cloud Computing?

4 nov

Cloud Computing é uma das grandes buzzwords dos últimos tempos. É vendido quase como a solução de todos os problemas: oferece grande potencial de escalabilidade e ao mesmo tempo é  *verde e preserva o meio ambiente*.  Mas será que  é isso mesmo?

Vamos então a uma tentativa didática de ilustrar este conceito.

Armazenamento de arquivos na Internet é  Cloud Computing?

Há quem diga que entrou para o mundo da computação em nuvem ao utilizar algum serviço online de armazenamento de arquivos. Afinal, seus arquivos agora estão “nas nuvens”. Entretanto, armazenar arquivos em servidores não é nenhuma novidade e esta não é — definitivamente — a condição para considerarmos que estamos usando Cloud Computing.

Uso de aplicativos na web

Se você? usa algum serviço disponível na internet, como o Google Docs, pode pensar que está “nas nuvens”.

Embora neste caso isso seja verdade, utilizar um aplicativo pela web também não indica que se esteja sempre no paradigma que estamos avaliando. Se assim fosse, as primeiras compras em comércio eletrônico ou as primeiras aplicações de Internet Banking e Office Banking já seriam computação na nuvem. Entretanto, neste caso, ainda faltaria um elemento fundamental

O que é Cloud Computing, afinal?

Cloud Computing - Computação nas Nuvens

O uso de Computação em Nuvem leva de um modelo onde recursos físicos e locais (armazenamento, memórias e processador) são convertidos em recursos escaláveis e disponíveis por uma rede, geralmente a Internet.

Um ponto importante e geralmente esquecido é a questão da escalabilidade. O modelo de computação em nuvem pressupõem que os recursos computacionais sejam alocados de forma tal que cada serviço disponha de recursos suficientes para atender à demanda dinamicamente.

Imagine uma instituição de ensino com unidades em vários estados do Brasil. Esta instuição pode manter diversos aplicativos online e cada um deles é mais ou menos procurado de acordo com o calendário escolar. Estes aplicativos poderiam atender necessidades como matrícula de alunos, alocação de aulas para professores, lançamento de notas e faltas e consulta a estas notas e faltas. Se houvesse um servidor para cada aplicativo destes, ele deveria ser capaz de atender ao maior momento de demanda pelo serviço que ele hospeda, ficando ocioso o resto do tempo. Se fosse escolhido um equipamento mais modesto, no momento de pico de acesso ele ficaria incapaz de atender à demanda de forma adequada. Em um modelo de computação em nuvem, um conjunto de servidores (físicos ou virtuais) teriam seus recursos alocados aos serviços necessários de forma dinâmica, permitindo manter o desempenho continuamente.

O uso de virtualização é propício para implementar adequadamente este balanceamento dinâmico entre os servidores. A realocação contínua dos recursos é mais facilmente implementável em um conjunto de servidores virtuais do que entre equipamentos físicos.

Com isso, é possível utilizar um número menor de equipamentos físicos, economizando energia elétrica, refrigeração e espaço e produzindo menos barulho. Tudo isso leva a um menor impacto ambiental. Ou seja, a Computação em Nuvem pode levar à uma computação mais “verde”.

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